segunda-feira, 21 de maio de 2018

O Casamento..


Parede de fundo da mesa dos noivos

Pois é... Houve casório por isso a minha ausência por estas bandas. O nosso casamento começou a ser preparado com alguma antecedência (e ainda bem), começamos por ir à conservatória marcar o dia e a hora, com alguns contratempos e ter de deslocar à conservatória do concelho aonde se iria realizar a cerimonia (Alenquer) lá conseguimos...


Próximo passo foi o convite, pensamos em utilizar papel reciclado feito por nós, mas rapidamente desistimos, então utilizei um papel que tinha cá em casa, cortando em tamanho A5 e queimando em redor, o texto foi escrito a lápis (por mim) e foi enrolado tipo papiro num anel feito de cana, oferecemos a cada convidado uma semente, convidando-os a semearem e a levarem germinada no dia do casamento, assim ajudando no projecto Criana.

Convite

Como oferta para os convidados, colocamos num vaso de barro suculentas (comprei apenas um vaso já com uma suculenta desenvolvida e fiz podas, deu para as ofertas todas), colei à volta dos vasos uma tira de linho com renda. É uma solução gira e económica, oferecemos também sabonetes naturais e para as crianças optamos por um saco com guloseimas.

Ofertas (sabonetes e guloseimas)
Oferta (vaso com suculentas)













Criamos um espaço para as crianças brincarem, jogarem e pintarem, elas adoraram e os pais também. Os jogos (damas, xadrez, domino, mikado, 3 em linha) foram feitos por mim, poupamos imenso e ficou muito giro.

O cantinho dos jogos



O cantinho de brincar e pintar

Por minha opção não utilizei liga, então pensei numa forma de conseguirmos mais uns troquinhos ;) numa parede descrevi o projecto Criana e pedimos um contributo para a compra das árvores que iremos obter para o terreno, então fiz uns copos com umas garrafas de plástico e penduramos num tronco, pedimos para que escolhessem a árvore pretendida e colocassem lá o seu contributo e o seu nome (para mais tarde a respectiva árvore ter o seu nome).

Árvore dos contributos

A cerimonia foi realizada na quinta dos meus avós, um local ao ar livre e como imagem de fundo a vinha da família. No pátio colocamos alguns sofás (feitos em paletes) e mesas, com algumas velas.
A decoração da sala tentamos que fosse o mais simples e natural possivel, imprimimos diversas frases e colamos nas paredes, nas mesas, foi colocada uma toalha branca, com um centro corrido de serapilheira, em cada mesa tinha uma base feita de tronco de pinheiro e a sua decoração foi feita com potes de iogurte, latas de conserva de vários tamanhos, as flores foram colhidas nos campos envolventes à aldeia e como estávamos perto da espiga baseamos-nos nesse tema, utilizamos heras para decorar as mesas e os fios das gambiarras.

Centro de mesa dos convidados

A associação os Águias de Ribafria (associação recreativa da terra) emprestou-nos as mesas, cadeiras, loiças e as gambiarras que utilizam no arraial da terra, fez a diferença...

O mais importante foi partilharmos este dia com quem mais amamos e um pouco da nossa ideologia de vida e os nossos projectos futuros... Agradecemos a todos os envolvidos a partilha desse dia tão especial...

Aqui deixo algumas fotos desse dia...

Os noivos

Centro de mesa dos noivos

Vista da sala

Mesa convidados

As sementes germinadas

Local das ofertas para convidados

Ninho das alianças


"Somos aquilo que Criamos"







terça-feira, 20 de março de 2018

Alterações Climáticas


Quando era mais pequena não ouvia falar em alterações climáticas, mas hoje em dia, não só oiço como cada vez mais sofremos com elas...

Será que temos consciência que elas estão mesmo a acontecer e cada vez pior??? Será que terei coragem de um dia perante os meus filhos e netos dizer-lhe que os desastres climáticos são uma causa de todos nós??? Que sabíamos que ia acontecer e não fizemos nada? Será que me vão questionar se tínhamos maneiras de pelo menos evitar ou tentar amenizar não fizemos nada e trouxemos para este mundo onde um dia a população irá multiplicar e não terão terra fértil para cultivar???

Pois bem, espero que não aconteça, com o projecto Criana iremos fazer de tudo para reduzir a nossa pegada ecológica e diminuir o nosso consumo em vários aspectos. Infelizmente vivemos numa sociedade que o mais importante é a economia, o poder económico move o mundo e não olham a meios para atingir os fins, os nossos governantes conseguem ser tão egoístas que nem olham para o futuro das gerações. Hoje em dia, a maior parte da população deveria ter direito a produzir a sua própria energia (renovável) a preços acessíveis, a conduzir um carro menos poluente a preços acessíveis, mas também a poupar num recurso cada vez mais escasso (água potável).

Em Portugal, vivemos a maior seca dos últimos anos e não tende a melhorar, mas sim a piorar... Aos poucos fui introduzindo meios para poupar, mesmo vivendo num apartamento, como por exemplo: aproveitar a água do chuveiro enquanto não aquece, onde depois utilizo para águas sanitárias, para lavar o chão ou regar o viveiro que temos. Como somos só dois, lavo a loiça dentro de um alguidar e passo depois também dentro do mesmo (a minha avó ainda hoje o faz), ao comprar o pão, em vez de saco de plástico trago-o num saco de pano (menos plástico), entre outras coisas. Sei que não irei mudar o mundo mas pelo menos sei que faremos a nossa parte...



A RTP ao longo das ultimas semanas, às segundas-feiras emite um documentário "Anos a viver Perigosamente", o emitido ontem foi sobre as alterações climáticas verificadas na Califórnia (EUA) e como a migração em massa de África para a Europa está relacionada com as alterações climáticas, posso dizer que é chocante ver como o mundo está a mudar, o clima está a aquecer e terras que já foram férteis a ficarem autênticos desertos...

Para quem não viu e tem curiosidade pode ver ao clicar aqui (está disponível no RTP Play apenas uma semana).



domingo, 4 de março de 2018

A Agrofloresta


(imagem google)

A Agrofloresta é a combinação de culturas agrícolas com espécies arbóreas, em harmonia com o ambiente, onde se conservam os recursos naturais e a produção de alimentos saudáveis. Utiliza-se as árvores como estratégia para o combate da erosão e contribuem através da matéria orgânica, para o restauro e fertilidade do solo. Numa fase inicial deve ser feito o plantio de árvores de rápido crescimento, para acelerar a produção de biomassa, o que irá ajudar na produção de nutrientes e assim ajudar aquando o plantio das espécies mais exigentes.

Assim, é alcançado um equilíbrio biológico que promove o controlo de pragas e doenças. No mesmo terreno, é possível estabelecer associações entre espécies de importância económica, árvores frutíferas e hortaliças. Podemos utilizar também o adubo verde, através da introdução de leguminosas, que após serem roçadas são deixadas no terreno, tal como as podas das árvores.




Assim sendo a Agrofloresta apresenta diversas vantagens. As folhas mortas das árvores e arbustos adubam naturalmente o solo, não necessitando assim de adubos químicos. A cobertura vegetal também previne o impacto das chuvas e dos ventos, a erosão dos solos. As raízes das plantas ajudam na infiltração da água das chuvas. Com uma diversidade de culturas, permite ao agricultor tirar rendimentos ao longo do ano com uma excelente quantidade e qualidade.

"O ser humano tem que entender que ele faz parte de um sistema inteligente, e não é ele o inteligente"
(Ernst Gotsch)







sábado, 3 de março de 2018

A Energia Solar



Painéis solares (imagem google)
Porque não produzimos a nossa própria energia, através de uma fonte natural: O Sol? Pouparíamos muito dinheiro e o ambiente acima de tudo, pois apesar das empresas de electricidade já estarem a apostar nas energias renováveis, a percentagem de energia renovável através da EDP é de 64,4% (fonte: https://www.edp.pt/particulares/apoio-cliente/origem-energia/).
Felizmente existe a nível mundial um esforço para aumentar o consumo de energia através de fontes naturais e não poluentes, mas as grandes economias temem uma perda acentuada se deixarem de usar as fontes não renováveis (derivados de petróleo, carvão, gás natural, nuclear).

O Sol é grátis para todos, porque não utilizamos para abastecer a nossa casa de energia?

Auto consumo de energia solar (imagem google)


"Em Portugal, o auto consumo fotovoltaico é regulamentado pelo Decreto-Lei nº 153/2014, de 20 de Outubro e as Portaria nº 14/2015 e Portaria nº 15/2015, ambas de 23 de Janeiro. Até estas datas, a energia produzida pelos sistemas fotovoltaicos não podia ser utilizada para benefício próprio.

A energia tinha que ser injectada e vendida à rede, obrigatoriamente. Com esta alteração da legislação, cada consumidor pode agora optar por consumir a energia produzida.

O mercado ajustou-se à legislação e disponibiliza actualmente kits fotovoltaicos para auto consumo modulares. Os kits de auto consumo apresentados com potências que variam entre 250W e 1500W (kits compostos por 1 a 6 painéis), adaptam-se às necessidades das famílias e das empresas.

Até estas potências não é necessário efectuar qualquer registo nem pagar taxas. Potências maiores obrigam o consumidor a efectuar registo e a pagar a respectiva taxa.

O auto consumo fotovoltaico pode ter ou não recurso a baterias." Fonte: Portal de Energia
Os painéis fotovoltaicos vão desde 400€ a 3000€, estrutura e inversor, quer se trate de uma potencia de 200W ou de 1500W respectivamente, e tem uma manutenção mínima.
Relembro que existem ainda painéis solares térmicos, e para aquecimento de água...
Não esquecendo que o futuro do nosso ambiente depende de todos e se todos contribuirmos para um futuro melhor, não teremos que ouvir dos nossos filhos que sabíamos das alternativas e não fizemos nada para melhorar o futuro deles...

"Mahatma Gandhi sempre disse que somos mandatários. E como mandatários, a nossa função é preservar todas as coisas: a natureza, o ambiente. Não somos os proprietários. O que iremos dar às próximas gerações? Hoje, o que quer que eu use, estou a pedi-lo emprestado às futuras gerações."

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Bosque de Alimentos



Exemplo de um Bosque de Alimentos (imagem google)

O Bosque de alimentos poderá ter qualquer dimensão, do pequeno terreno urbano ao terreno rural de grandes dimensões. É constituído por um sistema natural de produção de alimentos,árvores de grande porte de fruto (nogueira, avelaneira, castanheiros), as árvores de fruto (macieiras, pereiras, laranjeiras), arbustos de fruto (framboesa, goji, mirtilo), herbáceas (coentros, salsa, alecrim), vegetais perenes (batata, tomate, morango), culturas de cobertura de solo (cogumelos, abóboras, ervilhaca) e trepadeiras (maracujá, videiras, kiwi).




"O uso da terra e a produção agrícola devem priorizar a alimentação humana e cumprir sua função social, com a proibição da monocultura de commodities."(Rafael Sorano)





domingo, 18 de fevereiro de 2018

Agricultura em Permacultura

Elementos de Permacultura (imagem google)


A Permaculta apareceu através de dois Ingleses, David Holmgren e Bill Mollison, e é todo o planeamento para a criação de ambientes humanos sustentáveis e produtivos em harmonia com toda a natureza.

A Permacultura baseia-se em três princípios básicos, cuidar da terra, das pessoas e do futuro. Todos os permacultores trabalham na base de princípios ecológicos e sustentáveis.
Observar e planear é uma ferramenta utilizada, devendo-se sempre observar o ecossistema envolvente e tomar decisões para que a Natureza trabalhe por ela própria (terra, ventos, água).
A aguá e a terra são as bases principais, a criação ecológica para recolha e armazenamento de água, o tratamento da terra de modo ecológico, o respeito por todas as plantas e animais são bastante valorizados.

Diferentes zonas em Permacultura (imagem google)

O design na Permacultura é a etapa mais importante num projecto, para poder identificar todos os recursos existente e saber a melhor forma de usa-los a nosso favor.

Devemos começar por planear as diferentes zonas e sectores no terreno. Primeiro de tudo devemos observar os recursos naturais existentes (inclinação do terreno, exposição solar, cursos de água, direcção do vento, etc), após essa observação devemos identificar o posicionamento da habitação no terreno. Uma vez que a zona 0 é a zona da habitação, a área em redor da habitação será sempre a zona 1, e assim sucessivamente tendo em conta os elementos e a frequência que serão visitados ou utilizados, sendo assim, as zonas são organizadas conforme a necessidade de intervenção humana. A ultima zona é a 5, sendo a zona que trabalha por ela própria, não necessita de nenhuma intervenção humana.




"A permacultura é uma filosofia de trabalhar com, e não contra a natureza; de observação prolongada e pensativa em vez de trabalho prolongado e impensado, e de olhar para as plantas e animais em todas as suas funções, em vez de tratar qualquer área como um sistema único produto"
(Bill Mollison)



sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Agricultura ecológica, orgânica ou biológica





A agricultura ecológica, orgânica ou biológica visa a produção de alimentos de elevada qualidade e saudáveis, utilizando práticas sustentáveis e de impacto positivo nos ecossistemas.

 Assim sendo, utilizando a rotação do terreno, pousio, utilização de leguminosas, adubos verdes, a compostagem, as consociações, instalação de sebes vivas, entre outros, melhora a fertilidade do solo e a biodiversidade.

Neste tipo de agricultura, não se utiliza fertilizantes, adubos, pesticidas químicos, nem sementes geneticamente modificadas. Consequentemente, não existe risco para o consumidor, para o produtor, nem para o ecossistema, pois não pudemos esquecer que tudo está interligado.






"Uma terra de riquezas é aquela onde se cultiva com trabalho e dedicação"
(Rafael Porã)